O conteúdo deste artigo foi revisado pelo Dr. Paulo Junqueira, dermatologista, pós-graduado em Dermatologia Clínica e Cirúrgica e Fellow em Cosmiatria pelo Instituto Boggio, com atuação voltada ao rejuvenescimento facial, procedimentos injetáveis e segurança dermatológica.
A alteração de unhas e cabelos pode sinalizar desde deficiências nutricionais até condições dermatológicas que exigem diagnóstico preciso e acompanhamento especializado
Perceber mudanças na textura, na cor ou na resistência das unhas e dos cabelos costuma gerar preocupação. E com razão.
A alteração de unhas e cabelos funciona como um termômetro da saúde geral do organismo e ignorar esses sinais pode atrasar o diagnóstico de condições tratáveis.
Unhas que descamam, ficam quebradiças ou mudam de cor, assim como cabelos que afinam, caem em excesso ou perdem brilho, merecem atenção médica.
O dermatologista é o profissional mais indicado para investigar a origem dessas alterações, diferenciar causas externas de internas e propor um tratamento adequado.
No blog de hoje, você vai entender o que provoca essas mudanças, quando buscar ajuda profissional e quais caminhos terapêuticos existem para devolver saúde e vitalidade a unhas e cabelos.
O que são alterações de unhas e cabelos?
São mudanças visíveis na estrutura, na cor, na espessura ou no comportamento dessas estruturas que podem indicar desde hábitos inadequados até doenças sistêmicas.
Unhas e cabelos são anexos da pele. Ambos são formados por queratina, uma proteína produzida por células especializadas.
Quando o organismo enfrenta algum desequilíbrio hormonal, nutricional, imunológico ou infeccioso, essas estruturas costumam ser as primeiras a refletir o problema.
Por isso, uma alteração que parece meramente estética pode, na verdade, ser o primeiro sinal clínico de uma condição que exige investigação médica.
Principais causas de alterações nas unhas
As unhas são estruturas sensíveis a agressões externas e a desequilíbrios internos. Entre as causas mais frequentes de alterações ungueais estão:
- Infecções fúngicas (onicomicose): provocam espessamento, amarelamento e fragilidade da lâmina ungueal. Representam uma das queixas dermatológicas mais comuns e exigem tratamento prolongado para resolução completa.
- Deficiências nutricionais: a falta de ferro, zinco, biotina e vitaminas do complexo B pode tornar as unhas quebradiças, com sulcos ou manchas brancas (leuconíquia).
- Doenças sistêmicas: alterações na tireoide, anemia, diabete e doenças autoimunes podem se manifestar por meio de mudanças na forma e na coloração das unhas.
- Trauma repetitivo e hábitos inadequados: o uso frequente de esmaltes de baixa qualidade, exposição a produtos químicos e o hábito de roer as unhas (onicofagia) comprometem a integridade da lâmina ungueal.
- Psoríase ungueal: causa depressões puntiformes na superfície da unha (pitting), descolamento e alteração de cor, muitas vezes confundida com micose.
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Principais causas de alterações nos cabelos
A queda de cabelo ou a mudança na qualidade dos fios gera impacto direto na autoestima.
Além disso, pode sinalizar alterações internas que merecem atenção. Entre as causas mais frequentes,destacam-se:
Eflúvio telógeno
Por outro lado, a queda difusa e temporária pode ser provocada por estresse físico ou emocional, pós-parto, dietas restritivas ou uso de determinados medicamentos.
Nesses casos, os fios entram simultaneamente na fase telógena (fase de queda), resultando em redução perceptível do volume capilar em um curto intervalo de tempo.
Alopecia androgenética
Já a calvície de padrão genético afeta homens e mulheres. Nos homens, manifesta-se principalmente por entradas na linha frontal e rarefação no topo do couro cabeludo, com padrão progressivo ao longo do tempo.
Nas mulheres, por outro lado, o afinamento costuma ocorrer difusamente, sendo mais perceptível na região central do couro cabeludo, com preservação relativa da linha frontal.
Doenças autoimunes e inflamatórias:
Além disso, condições como lúpus, alopecia areata e dermatite seborreica podem comprometer o ciclo capilar e, consequentemente, provocar falhas localizadas ou até mesmo queda generalizada dos fios.
Deficiências hormonais e nutricionais
Da mesma forma, alterações na tireoide, a menopausa e a carência de ferro, especialmente quando há ferritina baixa,estão entre os fatores mais comuns associados à queda capilar.
Agressões químicas e térmicas:
Alisamentos, descolorações frequentes e uso excessivo de secador e chapinha enfraquecem a fibra capilar, causam ressecamento e quebra.
Quando procurar um dermatologista?
Nem toda queda de cabelo ou alteração na unha exige alarme imediato. Porém, alguns sinais indicam que a avaliação profissional é indispensável:
- Queda de cabelo que persiste por mais de três meses ou que forma falhas visíveis.
- Unhas com mudança de cor (amarelamento, escurecimento ou manchas) sem causa aparente.
- Fragilidade extrema nos fios, com quebra constante.
- Espessamento, deformidade ou descolamento da unha.
- Coceira persistente no couro cabeludo, com descamação ou vermelhidão.
A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) orienta que o dermatologista é o profissional indicado para diagnosticar e tratar doenças que afetam os fios e a lâmina ungueal.
Em suas páginas dedicadas ao tema, a entidade reúne informações sobre cuidados, doenças e tratamentos relacionados ao Cabelo e às Unhas.
O dermatologista realiza a investigação clínica e, quando necessário, solicita exames complementares para chegar à causa raiz do problema.
Como o dermatologista investiga essas alterações?
O diagnóstico começa pela anamnese detalhada, histórico de saúde, hábitos alimentares, uso de medicamentos, rotina de cuidados e histórico familiar.
Em seguida, o exame clínico permite identificar padrões visuais. Ferramentas como a dermatoscopia (ou tricoscopia, no caso do couro cabeludo) ampliam a visualização e ajudam a diferenciar condições como alopecia areata, androgenética e cicatricial.
Exames laboratoriais complementam a investigação: hemograma, dosagem de ferritina, perfil tireoidiano, vitaminas e marcadores hormonais são frequentemente solicitados.
Em casos específicos, a biópsia do couro cabeludo ou da unha pode ser necessária para confirmar o diagnóstico e orientar a conduta terapêutica.
Tratamentos para alterações de unhas e cabelos
A abordagem varia conforme a causa identificada. Os principais caminhos terapêuticos incluem:
i. Tratamento medicamentoso: antifúngicos tópicos ou orais para onicomicose, minoxidil para alopecia androgenética, corticoides para processos inflamatórios e suplementação dirigida para deficiências nutricionais.
ii. Intradermoterapia capilar: consiste na aplicação de substâncias ativas diretamente no couro cabeludo, potencializando a nutrição dos folículos e estimulando o crescimento. É uma técnica indicada para diferentes tipos de queda capilar.
iii. Laserterapia e luz intensa pulsada: auxiliam na estimulação da circulação local e na recuperação de folículos em fase de enfraquecimento.
iv. Peelings capilares e procedimentos tópicos: promovem a renovação do couro cabeludo, facilitam a absorção de ativos e criam um ambiente favorável ao crescimento saudável dos fios. Quem busca entender a lógica dos peelings pode conferir o artigo:
Como o peeling químico devolve viço e luminosidade.
Orientação nutricional e suplementação: quando a causa está ligada a carências, o dermatologista pode indicar reposição de ferro, biotina, zinco, vitamina D e outros micronutrientes essenciais para a formação de queratina.
Cuidados diários para manter unhas e cabelos saudáveis
Além do tratamento profissional, hábitos consistentes fazem diferença na manutenção da saúde dessas estruturas:
Para as unhas: evitar o uso excessivo de acetona, manter as unhas hidratadas, usar luvas ao manusear produtos de limpeza e não retirar cutículas agressivamente.
Os cabelos: reduzir a frequência de procedimentos químicos, usar protetor térmico antes do secador, manter uma alimentação equilibrada e lavar os fios com produtos adequados ao tipo de couro cabeludo.
Para ambos: manter o acompanhamento dermatológico periódico permite identificar alterações precoces e ajustar condutas antes que o problema se agrave.
No artigo Tratamento para estrias: tecnologia para regenerar a pele, abordamos como a pele responde a intervenções regenerativas, um princípio que se aplica a todo o sistema tegumentar. Vale a pena conferir!
Tratamento para fortalecer unhas e cabelos em São José dos Campos

Na clínica do Dr. Paulo Junqueira, em São José dos Campos, o paciente encontra uma abordagem completa e personalizada para o cuidado de unhas e cabelos.
Com pós-graduação em Dermatologia Clínica e Cirúrgica e Fellowship em Cosmiatria pelo Instituto Boggio, o Dr. Paulo Junqueira reúne formação técnica sólida e experiência clínicapara conduzir desde investigações diagnósticas detalhadas até protocolos de tratamento avançados.
A clínica conta com tecnologias de ponta, incluindo laserterapia, intradermoterapia capilar e microagulhamento eletrônico, que permitem resultados eficazes e seguros na recuperação da vitalidade capilar e ungueal.
Cada protocolo é montado individualmente, respeitando o histórico clínico, o tipo de alteração e os objetivos do paciente. O foco não está em soluções rápidas, mas em um plano de tratamento sustentável, que acompanhe a evolução do quadro ao longo do tempo.
Se você percebeu mudanças nas unhas ou nos cabelos e busca um diagnóstico preciso com tratamento especializado, agende sua consulta com o Dr. Paulo Junqueira.
FAQ — Perguntas frequentes sobre alteração de unhas e cabelos
Sim. Deficiências nutricionais, como falta de ferro, zinco e biotina, afetam tanto a formação da lâmina ungueal quanto a saúde do fio capilar. Alterações hormonais, especialmente na tireoide, também podem comprometer ambas as estruturas ao mesmo tempo.
O dermatologista é o especialista indicado. Unhas e cabelos são anexos da pele, e o dermatologista possui formação específica para investigar, diagnosticar e tratar condições que afetam essas estruturas.
Na maioria dos casos, sim. O eflúvio telógeno causado por estresse costuma ser autolimitado. Quando o fator desencadeante é controlado, os fios retomam o ciclo normal de crescimento. O acompanhamento dermatológico acelera essa recuperação e descarta outras causas associadas.
Não necessariamente. O amarelamento da unha pode indicar onicomicose, mas também pode estar relacionado à psoríase ungueal, uso prolongado de esmaltes escuros ou até a doenças respiratórias. Só o exame dermatológico, por vezes com coleta de material para análise, confirma o diagnóstico.
Suplementos como biotina e colágeno podem auxiliar, mas seu uso sem diagnóstico prévio mascara problemas reais. A suplementação só é eficaz quando existe uma deficiência comprovada. Sem essa avaliação, o paciente pode tratar o sintoma e não a causa.

