Psoríase tem tratamento? Veja como aliviar as crises

Dr. Paulo Junqueira médico focado nos Tratamentos e Procedimentos Clínicos e Estéticos. Gestão do envelhecimento
Dr. Paulo Junqueira
31/03/2026
Mão com lesões características de psoríase mostrando placas avermelhadas e descamação - psoríase.

O conteúdo deste artigo foi revisado pelo Dr. Paulo Junqueira, dermatologista, pós-graduado em Dermatologia Clínica e Cirúrgica e Fellow em Cosmiatria pelo Instituto Boggio, com atuação voltada ao rejuvenescimento facial, procedimentos injetáveis e segurança dermatológica.

Psoríase é uma condição dermatológica crônica que impacta a qualidade de vida e exige acompanhamento especializado

A psoríase é uma doença inflamatória crônica da pele que acomete milhões de pessoas em todo o mundo. 

Caracterizada por manchas avermelhadas cobertas por escamas esbranquiçadas ou prateadas, essa condição dermatológica provoca impactos físicos, emocionais e sociais significativos na vida dos pacientes. 

Portanto, compreender seus sintomas, causas e tratamentos disponíveis torna-se essencial para quem convive com a doença.

Segundo o Relatório Global sobre Psoríase da Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença afeta aproximadamente 100 milhões de pessoas no mundo.

No Brasil, dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia indicam que aproximadamente cinco milhões de pessoas convivem com a enfermidade.

Além disso, a condição não distingue gênero e pode manifestar-se em qualquer faixa etária, embora seja mais comum nos grupos de 30 a 40 anos e de 50 a 70 anos.

O que é psoríase?

Psoríase é uma doença autoimune crônica caracterizada pela renovação acelerada das células da pele. 

Enquanto o ciclo normal de renovação celular dura aproximadamente 28 dias, nas pessoas com psoríase na pele esse processo ocorre em apenas três a quatro dias. Assim, as células se acumulam na superfície cutânea, formando as placas características da doença.

A condição não é contagiosa, portanto, o contato com pessoas que têm psoríase não representa risco de transmissão. 

Contudo, o estigma social relacionado às lesões visíveisainda persiste e afeta significativamente a autoestima dos pacientes. 

Para entender como diferenciar psoríase de outras condições de pele,confira nosso artigo:

Descubra as diferenças entre as doenças dermatológicas

Sintomas de psoríase: quais são os mais comuns?

Os sintomas de psoríase variam conforme o tipo e a gravidade da doença. As manifestações mais comuns incluem:

  • Placas avermelhadas com descamação prateada;
  • Coceira intensa;
  • Pele ressecada que pode rachar e sangrar;
  • Queimação e dor nas áreas afetadas.

As lesões geralmente aparecem no couro cabeludo, cotovelos, joelhos, palmas das mãos, plantas dos pés, unhas e tronco. Em muitos casos, surgem de forma simétrica, acometendo ambos os lados do corpo.

Além disso, segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, estima-se que até 30% dos pacientes com psoríase desenvolvam artrite psoriásica, uma forma de comprometimento articular associada à doença.

Psoríase: tipos atingem pele e outras áreas

Existem diversos tipos de psoríase, cada um com características específicas:

  • Psoríase vulgar (em Placas): é o tipo mais comum, representando cerca de 80% dos casos. Apresenta lesões delimitadas, avermelhadas, com escamas secas, aderentes e prateadas, surgindo principalmente no couro cabeludo, joelhos e cotovelos.
Placa espessa e avermelhada de psoríase no cotovelo sendo apontada.

Psoríase Gutata: caracteriza-se por pequenas lesões em forma de gotas espalhadas pelo corpo. Geralmente surge após processos infecciosos, principalmente em crianças e adultos jovens. As lesões aparecem no tronco, braços e coxas, próximas aos ombros e quadril.

Cotovelo com manchas avermelhadas e aplicação de pomada para psoríase.
  • Psoríase invertida: diferente da forma clássica, apresenta lesões mais úmidas em áreas de dobras, como axilas, virilhas, região sob as mamas e entre as nádegas. A fricção e a umidade podem agravar o quadro.
  • Psoríase no couro cabeludo: afeta especificamente a região capilar, sendo uma das apresentações mais frequentes. Manifesta-se por placas avermelhadas com escamas espessas e esbranquiçadas, que podem ultrapassar a linha do cabelo. Frequentemente a psoríase capilar é confundida com caspa, porém apresenta escamas mais grossas e aderentes.
Lesão de psoríase no couro cabeludo com vermelhidão e descamação.

Psoríase Eritrodérmica: forma grave, que acomete 75% ou mais da superfície corporal, causando vermelhidão intensa e risco de complicações sistêmicas. Requer acompanhamento médico imediato.

Pessoa aplicando creme em placas avermelhadas de psoríase no braço.

Psoríase ungueal: afeta as unhas das mãos e dos pés, provocando depressões puntiformes, manchas amareladas, espessamento e descolamento da unha. Cerca de 50% dos pacientes desenvolvem esse tipo ao longo da doença.

Unhas com descamação, irregularidades e alteração na superfície associadas à psoríase ungueal.

Psoríase artropática (artrite psoriásica): segundo o Ministério da Saúde, aproximadamente 30% dos pacientes desenvolvem essa forma, caracterizada por dor articular, especialmente nas pontas dos dedos e grandes articulações, como os joelhos.

Pessoa segurando o joelho com placa avermelhada e descamativa típica de psoríase.

Psoríase pustulosa: caracteriza-se pelo surgimento de pústulas (bolhas com pus não infeccioso). Pode ser localizada nas palmas das mãos e plantas dos pés ou generalizada pelo corpo.

Palma da mão com áreas avermelhadas, ressecadas e com descamação leve, sugestivas de psoríase palmar.

Psoríase Palmo-Plantar: afeta palmas das mãos e solas dos pés, com fissuras dolorosas que dificultam atividades cotidianas.

Palma da mão com placas avermelhadas, descamativas e espessadas, com áreas de fissuras e ressecamento intenso, características de psoríase palmar.

O que causa psoríase?

A causa exata da psoríase ainda não está completamente elucidada. Contudo, sabe-se que envolve uma combinação de fatores genéticos, imunológicos e ambientais. Assim, pessoas com predisposição genética podem desenvolver a doença quando expostas a determinados gatilhos.

Os principais fatores desencadeantes incluem traumas físicos na pele, infecções, estresse emocional, uso de certos medicamentos, consumo de álcool e tabagismo. Portanto, identificar e evitar esses gatilhos pode ajudar no controle das crises.

Vale ressaltar que, embora exista predisposição familiar, a psoríase não é necessariamente transmitida aos descendentes. Além disso, a doença não é contagiosa e o convívio com pacientes não oferece risco de contaminação.

O que é uma psoríase leve?

A psoríase leve caracteriza-se pelo acometimento de menos de 3% da superfície corporal. Nesses casos, as lesões costumam ser localizadas e discretas, causando menor impacto na qualidade de vida. 

Contudo, mesmo sendo leve, a condição requer acompanhamento dermatológico adequado.

O tratamento da psoríase leve geralmente envolve terapias tópicas, hidratação intensiva da pele e exposição solar controlada

Assim, muitos pacientes conseguem manter a doença sob controle com medidas relativamente simples, desde que seguidas com disciplina e orientação profissional.

Comorbidades associadas à  psoríase

Pessoas com psoríase apresentam maior risco de desenvolver doenças cardiovasculares,incluindo acidente vascular cerebral, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Além disso, existe associação com doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, obesidade, doenças inflamatórias intestinais e transtornos de humor como depressão e ansiedade.Portanto, o acompanhamento multidisciplinar torna-se essencial para prevenir e tratar essas comorbidades.

Pomada para psoríase e tratamentos disponíveis

Os tratamentos para psoríase devem ser individualizados conforme o tipo, gravidade e resposta de cada paciente. Felizmente, hoje existem diversas opções terapêuticas que permitem aos pacientes viverem com pele sem lesões ou com lesões mínimas.

Para casos leves, o tratamento inclui pomadas com corticosteroides tópicos, análogos da vitamina D3, retinoides tópicos e hidratantes emolientes. Além disso, a fototerapia com raios ultravioleta controlados mostra-se eficaz em muitos casos.

Em situações moderadas a graves, podem ser necessários medicamentos sistêmicos como metotrexato, ciclosporina e acitretina

Atualmente, os medicamentos imunobiológicos representam um avanço significativo no tratamento, oferecendo excelentes resultados, inclusive em casos refratários às terapias convencionais.

Alívio para a psoríase existe! Veja como melhorar sua pele hoje

Muitos pacientes questionam: psoríase tem cura? A resposta é que, até o momento, não existe cura definitiva para a doença. Contudo, os tratamentos modernos permitem controle eficaz dos sintomas e longos períodos de remissão.

A psoríase é uma condição crônica, com períodos de melhora e exacerbação. Portanto, o acompanhamento dermatológico contínuo torna-se fundamental para ajustar o tratamento conforme necessário e manter a qualidade de vida. Além disso, adotar hábitos saudáveis, controlar o estresse e evitar gatilhos conhecidos contribuem significativamente para o controle da doença.

A importância do acompanhamento dermatológico

O diagnóstico e tratamento adequados da psoríase exigem avaliação especializada. Um dermatologista experiente pode diferenciar a psoríase de outras condições semelhantes, como eczemas e dermatites, conforme explicado no artigo A Realidade na Pele.

Além disso, o profissional pode orientar sobre cuidados diários com a pele, indicar o tratamento mais adequado e monitorar possíveis complicações

Assim, o acompanhamento regular permite ajustes terapêuticos quando necessário e melhora significativamente o prognóstico.

Cuidados diários e qualidade de vida

Além do tratamento médico, alguns cuidados diários auxiliam no controle da psoríase na pele. Manter a pele bem hidratada, evitar banhos muito quentes e demorados, usar sabonetes suaves e tomar sol de forma orientada são medidas importantes.

Ademais, adotar um estilo de vida saudável, com alimentação equilibrada, prática regular de exercícios físicos, controle do estresse e abstenção de álcool e tabaco, contribui para reduzir as crises

Do mesmo modo, o apoio psicológico pode ser necessário, visto que o impacto emocional da doença é significativo.

Não sofra em silêncio: busque ajuda para psoríase com Dr. Paulo Junqueira

Dermatologista Dr. Paulo Junqueira realiza procedimento facial com aparelho dermatológico em paciente deitada em clínica.

Ao identificar lesões cutâneas persistentes, placas avermelhadas com descamação, psoríase no rosto, coceira intensa ou alterações nas unhas, procure um dermatologista imediatamente. Quanto mais precoce o diagnóstico, melhores são os resultados do tratamento.

Além disso, se você já tem o diagnóstico de psoríase e nota piora dos sintomas, surgimento de novos tipos de lesões ou dores articulares, é fundamental retornar ao especialista. Assim, ajustes no tratamento podem ser realizados prontamente.

Agende sua avaliação com o Dr. Paulo Junqueira e receba um diagnóstico preciso e tratamento personalizado para psoríase

Com expertise em dermatologia clínica e estética, oferecemos acompanhamento especializado focado no seu bem-estar e na gestão adequada da condição dermatológica.

FAQ – PERGUNTAS FREQUENTES

O que é psoríase?

Psoríase é uma doença inflamatória crônica da pele caracterizada por manchas avermelhadas cobertas por escamas esbranquiçadas ou prateadas. Trata-se de uma condição autoimune não contagiosa que provoca renovação acelerada das células cutâneas.

O que causa psoríase?

A causa exata ainda não é completamente conhecida, mas envolve fatores genéticos, imunológicos e ambientais. Traumas físicos, infecções, estresse, certos medicamentos, álcool e tabagismo podem desencadear ou agravar as crises em pessoas predispostas.

Qual a melhor pomada para psoríase?

Não existe uma única melhor pomada para psoríase, pois o tratamento deve ser individualizado. Corticosteroides tópicos, análogos da vitamina D3 e retinoides são opções comuns. O dermatologista indicará o medicamento mais adequado conforme o tipo e gravidade do seu caso.

Como tratar psoríase?

O tratamento varia desde terapias tópicas (pomadas e cremes) em casos leves até medicamentos sistêmicos e imunobiológicos em casos moderados a graves. Além disso, fototerapia, hidratação intensa da pele e mudanças no estilo de vida auxiliam no controle da doença.

Psoríase tem cura?

Atualmente, não existe cura definitiva para psoríase. Contudo, os tratamentos modernos permitem controle eficaz dos sintomas e longos períodos de remissão, possibilitando excelente qualidade de vida com acompanhamento dermatológico adequado.

Psoríase é contagiosa?

Não, psoríase não é contagiosa. Trata-se de uma doença autoimune e o contato com pessoas que têm a condição não oferece qualquer risco de transmissão. Portanto, não há necessidade de evitar o convívio com pacientes.

Quais são os tipos de psoríase?

Os principais tipos de psoríase incluem vulgar (em placas), gutata, invertida, psoríase no couro cabeludo, eritrodérmica, ungueal, artropática, pustulosa e palmo-plantar. Cada tipo apresenta características específicas quanto à aparência e localização das lesões.